
... e antes de 2012!
Se você já está pensando em ler um texto sobre os constantes desastres naturais dos últimos dois ou três meses, saiba que ainda não é o chegado esse momento. Entretanto, o assunto aqui também é de gravidade preocupante: a música popular está conduzindo a população brasileira para uma perdição total e os possíveis heróis de tal “homicídio” são ridicularizados e escanteados pela sociedade intelectual e ultrapassada.
Não levemos em conta aqui (por enquanto, talvez alguém se inspire em breve e faça algo decente, mas não eu nem agora) os astros da música internacional. Até porque, ficaria quase impossível não citar a lendária Kate Perry, com seus beijos em fãs (do mesmo sexo) ao vivo durante shows, o que desperta um ser escondido dentro de diversas pessoas. Né? Se você não achou graça, talvez seja porque a piada é interna; se achou, pare de se meter na conversa dos outros! De qualquer forma, calma, gente! Não é preciso sonhar tão alto e viajar milhas para desfrutar dos prazeres do lesbianismo.
Creio que acima temos um belo exemplo de introdução mal feita. Fugiu um pouco do assunto, deve ter sido sem graça... mas o que seria do desenvolvimento do texto se não fosse a introdução ruim para fazer o leitor pensar que é impossível piorar?
Paremos de fugir ao tema, então. Talvez eu escreva um pouco demais, pois essas férias deixaram aflorar em mim uma saudade tamanha de registrar meus pensamentos. Por isso, a boa notícia é que você pode parar de ler agora (se ainda estiver lendo, claro). A ruim é que, se decidir continuar, talvez canse.
Por supuesto... O assassino a quem eu me referia vem direto da suposta realeza: Rob Charles. Após incessante pesquisa, vasculhando discografias inúmeras desde anos remotos e podendo, assim, considerar-me um sábio da música “popular” brasileira, preciso compartilhar minha conclusão:
Vou cavalgar por toda a noite/Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite/E a minha mão mais atrevida
Qual direito tem alguém de dizer que isso sim é cultura e ‘tchuco tchuco gostoso’ ou ‘créééu’ não? Pelo menos a modernidade vai direto ao tema e não fica camuflando suas idéias eróticas para atingir um público maior e se fazer de romântico. E não para por aí:
Vou me agarrar aos seus cabelos/Pra não cair do seu galope.
Pela mãe do guarda! Que obsceno. Antes o verdadeiro (porém injustiçado) rei, com sua mensagem clara e poética:
E tudo o que a gente transava eram três, quatro cubas/Eu era a raposa e você era as uvas.

Ou o incomparável e, indiscutivelmente, maior poeta vivo existente João do Morro, cujo acervo merece mais anos dedicação minha, pois até o presente momento não é possível me decidir em apenas uns poucos exemplos de letras para citá-lo e por isso deixarei apenas o seu nome e fama, já tão familiar de todos nós.
Sei não viu.
Desconsiderando o radicalismo e a ironia, talvez seja até uma idéia a se analisar.
Aiai né.
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